Meu maior mico foi...

Relatos de situações embaraçosas. Se você tiver alguma, envie para mim, com nome e URL de seu blog (se não tiver blog, mande apenas o e-mail)



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Segunda-feira, Novembro 15, 2004
 
Alessandra e-mail amena@smarcos.br

Olá! Como todos tenho um grande mico pra contar, o meu na verdade é um King Kong. rs
Trabalho no departamento financeiro de uma Universidade, que como todo bom departamento financeiro é muuuuito odiado por todos os alunos. Acontece que nesse departamento as cadeiras são muito baixas e o balcão muito alto.

Um belo dia de vencimento, aquelas fila enormes, eu no caixa dando um suporte, chega uma aluna e me fala:

- Oi Alê (já havia feito o pagamento comigo outras vezes), não vou sentar hoje porque a calça é muito baixa!

Eu, muito anta, entendi ela dizer que a cadeira era muito baixa, e soltei:
- Oi B., tudo bem, é baixa mesmo, todo mundo reclama!

A aluna olhou pra mim com uma cara de não entendi, o garoto atrás dela caiu na gargalhada e eu sem entender nada, quando outra moça, que trabalha comigo, me falou que a aluna havia falado da calça e não da cadeira,. Eu não sabia onde enfiar a minha cara, fiquei super vermelha, recebi o boleto muda e a aluna saiu. O aluno que estava atrás sentou na cadeira e soltou:

- A cadeira é baixa mesmo, mas é a cadeira e não a calça, viu? rs

Bom, com isso me tornei motivo de gozação por todos do departamento, porque a história repercutiu com todos, inclusive com o pessoal dos outros horários.



Quinta-feira, Março 18, 2004
 
Fairy, do Contos da Fada


Manual prático da pagação de mico em rede nacional

1º passo: responda perguntas íntimas que estranhos com cara de repórter da Globo (que caíram de balão no seu local de trabalho) lhe fizerem. Diga que você não namora e não pretende fazê-lo porque gosta de fazer o que bem entende. O tal repórter irá lhe convidar a participar de uma reportagem sobre mulheres que não pretendem se casar e que são sexualmente ativas. Vai lhe dizer que são só umas perguntinhas, nem dois minutos. "Seu rosto não vai aparecer, e sua voz será distorcida...é para o jornal da Globo...não tem problema, ninguém vai ver, é tão rapidinho..."

2º passo: Dê a cara a tapa! Afinal, você é uma mulher feita e não tem medo de nada...exceto...do seu pai (que ainda paga as suas contas), que não é quadrado não, ele é cúbico (tem seis quadrados)...mas ele não assiste ao jornal da Globo mesmo, é tão tarde...

3º passo: O figurino é essencial! Certifique-se de que você está com roupas e sapatos que possam ser reconhecidos no primeiro momento pelos amigos e família, sabe, aquele estilo que é só seu! Atenção: o câmera vai filmá-la da cintura para baixo.

4º passo: Durante a gravação não se acanhe de contar coisas íntimas como: "É, eu ataco mesmo!!! Não gosto de homem muito passivo; não tenho tipo, tenho pressa"...coisas desse tipo.

5º passo: Conte também, durante a gravação, sobre o serviço delivery que você instituiu para momentos em que você não quer se preocupar em sair de casa (como quando vc está com preguiça e pede pizza...o disc pizza!).

6º passo: Câmeras desligadas, luzes apagadas. Não caia na cantada do repórter, que é até bonitinho, mas usa um bambolê no dedo, e diga: "Se você não tem princípios, eu tenho, eu nunca traio uma mulher. No away!!!"

7º passo: Dê foras também no câmera e no assistente de câmera, que também são casados, e diga:"É por isso que eu não vou me casar"

OBS: O 6º e 7º passos são só para garantir que sua voz não seja distorcida e que embora a equipe de reportagem tenha pego seu contato, nem considere avisá-la que seu depoimento vai ao ar, 5 meses depois, às 9 da noite, no Fantástico e o tema estará em votação por 1 semana no site da Globo!!!

Resultados: Se você seguir todas as instruções, seus resultados serão ótimos! Assim que você encontrar seus amigos no final de semana, eles irão rir da sua cara! Inclusive amigos dos seus amigos, irão perguntar se eles realmente a conhecem. Você vai virar estrela da pagação de mico! E não se assuste se sua família nem ligar, não é que eles não assistiram, é que eles são todos evangélicos e você será perdoada pelo sangue de Cristo, Aleluia!!! (mas antes da "salvação" eles nem falarão com você).


Domingo, Janeiro 11, 2004
 
Maria Luzia e-mail lilika.pink@bol.com.br


Meu maior mico foi no ano passado.... Eu estava cursando o terceiro ano do segundo grau, e, geralmente, tinha provas aos sábados. Um belo sábado, após as provas, eu e mais duas amigas resolvemos ir a um shopping perto do colégio para lanchar. Chegando na lanchonete, minha amiga fez o pedido dela antes do meu. Enquanto esperávamos meu sanduíche ficar pronto, eu e a outra amiga, começamos a beliscar as batatinhas da amiga que tinha feito o pedido. Tudo normal, até eu reparar que uma mulher que aguardava um pedido estava nos olhando com uma cara horrível... Só então eu me toquei: as batatinhas que comemos não eram da minha amiga,mas sim da mulher que nunca tínhamos visto na vida. Rarará... Fiquei azul de vergonha, pedi desculpas,e tive uma crise de riso...


Segunda-feira, Dezembro 29, 2003
 
Jacqueline Aoyama, e-mail nitiguen1@hotmail.com


Meu maior mico aconteceu em 1999. Tinha acabado de me formar no ensino médio e fui fazer a prova do Enem. Não me recordo onde foi realizada a prova, mas como era a primeira prova que tive depois de formada, minha mãe me acompanhou, pois o local era muito longe... lá fui eu... procurei o número da sala (todas as salas estavam lotadas) e nada de achar minha sala, até que vi o número em uma última sala vazia. Fiquei feliz, entrei e sentei. Mas achei meio estranho, a mulher que estava aplicando a prova segurar em meu braço como se me ajudasse a sentar. A prova era enorme, nunca vi uma prova tão grande, com letras enormes. De repente chega um (quase) cego na sala, acompanhado por duas pessoas. Só aí, caí na real: estava na sala de deficientes visuais! É que eu tenho miopia e astigmatismo e na hora de preencher o formulário, preenchi como deficiente visual. Imagine o mico que paguei quando saí da sala e fui ao encontro da minha mãe que logo disse "Por que sua prova é tão grande?". ao que respondi: "Fica quieta mãe, e esconde esta prova". Que micão heim...



Terça-feira, Setembro 30, 2003
 
MARtinha, e-mail mrgrisolia@hotmail.com

E o meu maior mico??? Olha, já perdi as contas de quantos já cometi. Mas, conto o último: Alguém conhece o Barrashopping, no Rio de Janeiro??? Pois bem, para encurtar a história, entrei, fiz comprar, paguei o estacionamento, saí do shopping, e ao contornar o shopping para pegar a rua para levar-me à Av das Américas, errei o caminho e entrei no shopping novamente. Não pude dar marcha-ré pois tinha uma sirigaita atrás de mim. Fui obrigada a pegar o ticket do estacionamento, ouvir a famigerada gravação: Benvindo ao Barrashopping, boas compras!!! Muito sem graça fui à saída e um segurança que estava próximo ficou olhando para mim... Será gêmea da que passou poucos minutos por aqui?? No mínimo deve ter pensado isto.

Dar voltas no quarteirão é comigo mesma... uma das antigas. Quando fui fazer o meu curso de inglês em Los Angeles, California (alguns de vcs sabem que gosto do mar e surfo) e me lembro que para ir à casa de uma amiga, tinha que ir até o aeroporto para pegar a linha que me levaria até a rua dela. Só que em vez de pegar o ônibus correto, peguei o ônibus que circundava o aeroporto, levando os passageiros de um gate para o outro. Passei duas, três vezes pelos mesmos lugares e nada de me tocar... na quarta, já comecei achar alguma coisa estranha. Na quinta, o motorista me chamou e perguntou por que eu não descia e expliquei para onde queria ir... Rindo muito, ele levou-me até próximo ao ponto do ônibus e desejou-me boa sorte e eu... com sorriso amarelo!!!



 
Nelson da Praia do Nelson que envia um segundo mico

Mico? Uma vez minha turma de faculdade programou um show de música e se esqueceu de marcar com os músicos. Fui pra porta do teatro avisar à platéia que não haveria show - mas, pra não passar vergonha, inventei um motivo trágico: "O pai de nossa amiga Isabel morreu", expliquei pro único espectador que apareceu (um senhor até simpático). No dia seguinte fui descobrir que ele ERA O PAI da Isabel! E ainda teve o fairplay de comentar com a mulher, quando voltava pra casa: "Pois é, minha filha, hoje em dia a gente morre e é o último a saber..."



Segunda-feira, Setembro 29, 2003
 
Lilia do Vadiando

Fui a um aniversário em um bar, de carona com uma amiga, Esta quis ir embora mais cedo e uma pessoa que conhecia assim de vista, se ofereceu para me levar em casa.
Bebemos mais um pouco e fomos. Fui ensinando o caminho, e ao chegar na porta de casa eu disse: aqui é a "favela" onde eu moro, mas adoro porque é super bem localizada, melhor morar aqui do que no "Rodolfo Teófilo". Pois, "Rodolfo Teófilo" era exatamente o bairro onde a dona do carro morava!! Quis morrer de vergonha, mas o jeito foi dar uma gargalhada. Até hoje quando a gente se encontra falamos sobre isso (atualmente ela mora na Holanda).


Sábado, Setembro 27, 2003
 
Daniella do Por Acaso

Eu sou uma cabeça de vento assumida, quem me conhece sabe disso. Tenho sempre post-it na bolsa, bloquinho de anotações na mesa, mural de recados na cozinha de casa, enfim; todo tipo de subterfúgio que me faça lembrar dos meus compromissos, inclusive contas a pagar. Isto quando eu não me esqueço de olhar os lembretes, ou quando simplesmente não recordo onde guardei a anotação (são tantas que eu me confundo).
Acontece que outro dia eu ultrapassei o limite do que eu considero a normalidade.
Vítor , meu filho, passou a noite inteira tossindo - aquela velha história da oscilação do tempo e a alergia dele a isto. Então achei por bem deixá-lo em casa (leia-se: não levá-lo à escola) para que assim ele pudesse descansar da noite mal dormida. Só que o alarme do celular tocou (como todo dia) na hora de ir buscá-lo na escola e eu saí de casa na maior das tranquilidades para realizar a minha tarefa diária. Mas cadê o menino ? Fiquei de-ses-pe-ra-da na escola à procura dele, pus o porteiro e as faixineiras loucos, as crianças todas nos ajudando a procurá-lo e não ficou um só cantinho em que não tivéssemos olhado - talvez ele tivesse brincando de esconde-esconde, pensei. Qual nada ! Quando seu Etevaldo, o porteiro, falou: " estranho...eu não me lembro de ter visto Vítor hoje aqui na escola ! ", minha ficha caiu...plim ! "O menino está em casa, meu Deus. Hoje eu não trouxe ele !" Ninguém entendeu a minha risada (de alívio, lógico!) E a vergonha ??? Affff... Então eu fiz de conta que estava ligando pra casa e que Margarete me dizia que o pai dele não pôde levá-lo e que 'ela' tinha esquecido de me avisar.
Mas perder filho, mesmo que por engano, não é nada bom.


Sexta-feira, Maio 23, 2003
 
André Mendonça do Enquanto isso, em Nova York

Eu me lembro passei por uma bem pequena mas que por pouco não se tornou um tremendo mico. Durante vários anos eu fiz parte da equipe de atletismo do colégio onde eu estudava. Em uma das inúmeras competições que participei, eu era o primeiro homem do revezamento 4x400 metros. Última prova do campeonato, eu me preparei como sempre mas acho que me concentrei um pouco demais. Depois que o árbitro da prova (Warlindo Carneiro; um dos meus primeiros técnicos, atual presidente da Federação Pernambucana de Atletismo e meu amigo) falou o famoso "Às suas marcas!", eu me posicionei no bloco de partida.

Foi então que eu percebi que meu técnico Paulão estava meio nervoso do lado de fora da pista, falando alguma coisa. Eu escutei meu nome e pensei o que poderia estar errado. No exato momento em que eu percebi a minha idiotice, Warlindo falou: "O atleta do Colégio Boa Viagem está sem o bastão?". A largada foi interrompida e eu, com a cara no chão, fui pegar o diabo do bastão. Warlindo olhou pra mim e disse: "Que lezeira, hein meu filho?".

Na hora eu me imaginei terminando de correr os primeiros 400 metros com aquela sensação de estar carregando um elefante nas costas e, sem o bastão, vendo o próximo homem do revezamento cada vez mais perto. Até hoje eu não faço a mínima idéia de qual seria minha reação, mas as conseqüências seriam, no mínimo, catastróficas.


Segunda-feira, Abril 21, 2003
 
Luciana do Luny

Num ano tive a má sorte de ter uma aula importante de um professor cri-cri no segundo tempo da sexta-feira a noite. Um grupo saía junto no intevalo e, às vezes, passava num McDonalds vizinho à fac, perto, fácil de voltar, assinar a lista e cair fora. E foi num desses dias que aconteceu...
Sempre que estou conversando, fico mexendo em alguma coisa, um copo, enrolando papelzinho, enfim. Hoje isso está mais leve, mas na época da faculdade era bem compulsiva. Ali, porém, o que se tinha mais a mão eram saquinhos de catchup. Já deu pra imaginar, não? Sento numa das extremidades da mesa. Na mesa vizinha, no lado oposto, senta um garoto todo arrumadinho - calça clara,camisa xadrez – com gel no cabelo e tudo mais. Estava guardando a mesa enquanto a namorada fazia o pedido. Mal sabia o pobre o que estava por vir. Eu, mexendo e apertando o sachet de catchup consegui que ele explodisse e desse um banho no garoto, tadinho. Horror dos horrores, até nas costas estava sujo. Acabei me sentindo mal por não ter sequer sujado as minhas mãos.


Segunda-feira, Janeiro 27, 2003
 
Michelle do So far...so good

Recém chegada nas terras geladas no norte, a belezinha aqui foi levada `a um restaurante bem bacaninha, com uma turma de amigos do então recém-namorado. Entre eles, apenas um entendia meu idioma-tupiniquim, o
restante se dividia entre gregos, croatas e ate um iraniano ali perdido, todos falando ingles muito bem. Na hora de fazer o pedido, tinha até pensado que mandei bem pedindo uma coca-cola com gelo ("coke with ice TO me,
please", rasgando-literalmente o meu ingles..rs). E entao pensei que na hora de pedir a comida, eu simplesmente copiaria o que o meu digníssimo iria pedir, e pronto. Confiei no gosto dele. E assim fiquei, confiante até
a hora em que chegou a garçonete. Todo mundo na mesa pediu o mesmo prato, um tal de "Steak Dinner", que nada mais é do que um bife, com purê de batata e salada (sim, agora eu sei, mas na hora eu so tinha entendido que tinha batata e salada no meio... Suficientemente bom para quem ainda tinha problemas com o verbo TO BE...rs). O digníssimo fez o mesmo pedido, e acrescentou que queria o"steak
medium". Pensei comigo, do alto do meu QI de ostra, que, se ele que come pra caramba, pediu um 'medium', então eu ficaria mais do que satisfeita com o 'small'. E lá fui eu, rasgando o ingles de novo:
-"Eu quero um Steak Dinner, por favor" (tão educada ,rs)
-"Claro... e como vc vai querer seu Steak?" (perguntou a loira-aguada da garçonete, já com cara de quem estava esperando uma das minhas perolas-de-recém-chegada ao país...)
-"Eu quero um steak PEQUENO..." (respondo achando que to abafando, com meu "small steak")
-"Ahn? Como vc vai querer seu steak? Medium?"(nessas horas eu acho que ela tava entendendo menos o que tava acontecendo do que eu)
-"Nãooo, eu não quero Medium, quero PEQUENO!!!" (que garçonete burra, pensava eu... Será que ela não entendeu que eu não quero 'medium', eu quero 'small'???)

Eis que a mesa toda se põe `a gargalhar... Uma verdadeira revolução, como se alguém tivesse contado uma piada engraçadíssima, e só eu não tinha entendido... A garçonete sorri sem graça, querendo rir também... E eu
ali, com cara de tacho, sem saber o que tava acontecendo de errado com meu "bife pequeno"... Só depois é que fui saber porque não ri da tal piada... Afinal EU era a piada...

-"Nao, Mi... Aqui ninguém vende prato por "pequeno, médio e grande", ela tá perguntando como vc quer sua carne... se quer mal-passada (rare), mais ou menos (MEDIUM! urgh!), ou bem-passada (Well done)!!!" (diz meu digníssimo,se matando de rir da minha pobre ignorância...)

Acabou que o episódio virou piada geral. Toda vez que saimos pra jantar, alguem me pergunta se vou querer o prato pequeno de novo... hehehe. E lá se foi mais uma pro meu "Little-monkey's book of records" nas terras Canadenses. De pequeno, nem mesmo meu bife... O mico foi grande, e a carne, como já era de se esperar, veio enorme...rs *


 
Nelson do Praia do Nelson

Uns seis anos atrás. Eu, ainda solteiro, fui com o Martinho no Pátio Verde, um boteco esquema bolerão -- onde, apesar da noite não ser uma criança (talvez uma senhora com olheiras, tipo Maysa) e eu ter brincado que o local devia chamar Unhappy Hour, tinha uma galera simpática e alto-astral. Pois bem. Lá pelas tantas, a gente tomando cerveja, sobe ao rodízio de música ao vivo uma gata ( ! ) de seus vinte e poucos, e manda ao microfone uma versão bem passável de La Barca (aquela, do Dicen que la distancia es el olvido / Pero yo no concibo esta razón...). Depois da música, ela voltou pra mesa dela e ficamos eu e o Martinho na maior azaração na menina -- ela nem aí. Virei então pro Martinho e falei, cheio de razão ( e de goró ): "Deixa comigo". E ele só: "Ha".

Cheguei à mesa dela, onde também estavam outra gatinha e dois coroas com cara de buldogue que não viam contra-filé há seis meses, e tasquei pra cantora, alto pro Martinho ouvir: "Escuta, sei que você já cansou de ouvir vários, hã, elogios sobre sua beleza, sua espontaneidade, seus olhos verdes, sua voz melodiosa -- então, vou ser original. Eu e meu amigo queríamos convidar vocês duas pra nossa mesa, pra você explicar pra gente onde aprendeu, desenvolveu e aperfeiçoou este sotaque hispânico, que pra mim ficou perfeito!" Ela, bicando um martíni: "Debe ser porque soy chilena..." Lembro, ao voltar cabisbaixo pra minha mesa, que o Martinho me recebeu com um "Hasta que tu decidas regresaaaar..."


Terça-feira, Dezembro 17, 2002
 
Colombina do Samba sem compromisso

Como todo mundo tem um mico e ninguém pode atirar a primeira pedra, relato aqui essa situação que não desejo a mais ninguém: eu trabalhava para um escritório de direito em São Paulo, como advogada, e tinha um chefe muito rigoroso. Um belo dia, tive de elaborar uma consulta jurídica, analisando todas as incidências de impostos sobre uma atividade que até então não era exercida por companhias privadas, mas só pelo governo. Como não havia muita legislação disponível no tema, uma boa parte de nossa opinião era pura especulação. Eu, então, queria explicar esse fato direitinho ao cliente.

A consulta era longa e suei a camisa para achar sinônimos para os termos "questão recente", "nova", "não prevista", etc, ... já estava farta dos mesmos adjetivos quando tive um estalito literário e mandei bala na expressão "QUESTÃO PÚBERE"... sabe como é, tava cansada e não pensei muito na coisa, mergulhando de cabeça na associação "púbere - puberdade- jovem", percebeu?? Entreguei a consulta para revisão e, no dia seguinte, meu chefe me chamou na sala. A primeira coisa que ele perguntou foi o que eu queria dizer com a tal "questão púbere"... Ele disse: "você está querendo dizer que a questão é CABELUDA??"

Não preciso contar a cor que ficou essa minha carinha, quando a ficha caiu e eu percebi a bobagem que escrevi ali: vermelha como um pimentão! Ele, então, pediu para que minha linguagem fosse mais conservadora e eu saí da sala dele com o rabinho entre entre as pernas e morrendo de vergonha!


Terça-feira, Dezembro 10, 2002
 
MaFê do MaFê's Reality Show

Todo mundo deve ter alguma história de rir em igreja ou em alguma situação seríssima como velório. O meu é bem pior, porque eu toco em banda de igreja e todo mundo me enxerga. Foi assim: uma semana depois da Páscoa, o tecladista e o baterista não vieram. O dito "líder" da banda, sabendo disso, trouxe seu tecladinho de casa. Era um tecladinho de nome, mas meio fajuto. E ele tinha a mania de por uns efeitos de pistãozinho (sabe tipo músicas do Reginaldo Rossi?). Aí, tá. Começou a missa e ele tocando seu tecladinho, normal, tosco, mas normal. Quando chega a hora de maior reflexão na missa (aquela que o padre fala: "Tomai e comei, isto é meu corpo, blablablá..."), o tecladista original sempre tocava uma música suave. Mas o tecladista ocasional vem e coloca ritmo de sei-lá-o-quê. Eu comecei a rir, mas como era uma parte de reflexão, escondi o rosto como se estivesse emocionada. Mas, a partir daí, ninguém me segurou mais. Quando ele colocava o "pistãozinho" na hora do Pai Nosso, comecei a rir muito, muito forte. Nisso, o padre, as véias carolas da frente, minha mãe morrendo de vergonha, o resto da banda, todos me olhavam e quanto mais eles olhavam, mais eu ria. Foi assim até o final da missa.


Quinta-feira, Dezembro 05, 2002
 
Priscila e-mail prikittie@aol.com

Eu também pareço ser a rainha dos tombos, mas entre tantos micos tenho um memorável...Eu tinha viajado com uma amiga para Belo Vale (uma cidadezinha de MG), e fazendo um de nossos passeios turísticos, resolvemos visitar um museu (daqueles contando a história da época da escravidão, etc..) na hora da entrada, assinamos o livro de visitas normalmente, mas como tava meio tedioso tudo akilo, na saída resolvemos dar uma de adolescente-vândalas e vendo que não havia ninguém na porta de entrada do museu decidimos pichar o livro de visitas de zuação mesmo, a minha amiga virou e: "Vai Pri anda rápido antes que chegue alguém...Quero só ver se vc tem coragem..Anda que depois sou eu!!"...Aí a "esperta" aqui começa a escrever: "Name:Priscila From:Califórnia-USA", na linha abaixo: "Sanai from Japan" e fazendo uns símbolos nonsense lá.. e, lógico, me achando a "tal", e esse livro era bem grosso com a capa antiga...

Quando eu acabo, (após umas folhas devidamente rabiscadas e pichadas), eu olho pra trás, e lá estavam o porteiro (acho que ele era isso) e uma mulher (acho que tomava conta do museu, sei lá) olhando pra minha cara...rapidamente saí de fininho quando a mulher:"Hey! Are you from California?" e eu...(muda e com cara de trouxa)"..Ahem..Errr..Yes!..Digo..Não!...Sim!..No..I dont speak port...." Fim da história , logicamente não havia apenas Califórnia e sim Holand, Great Britain, Mexico, Canadá, China e etc assinados no mesmo dia...(e bem zuados) e eu: "Não,..sou de Belo Horizonte" (olhando pro chão) e a mulher, mais que revoltada e bem alto na frente de um monte de turista: "Menina! Isso é um patrimônio histórico!! Destruir patrimônio histórico é crime! Isso é vandalismo! Vc não tem educação? Que palhaçada!! Como pretende limpar isso? Que molecagem!!" e eu bem de fininho e com a devida carinha lavada (agora já vermelha) no CHÃO saindo e descendo a escadaria... Detalhe: minha amiga já estava longe rindo da minha cara de pau. Agora me digam, quem bate esse mico literalmente histórico? :op


Domingo, Dezembro 01, 2002
 
Vera (pediu que não colocasse e-mail)

Nos idos de 80/90, eu trabalhava em um lugar em que as pessoas iam bastante arrumadas. Um dia fui com um blazer que não tinha ombreiras ou não tinha ombreiras o bastante. (sim, queridos, in illo tempore tinha hora em que a gente achava que nem todas as ombreiras do mundo seriam suficientes para criar o efeito desejado). Então, peguei umas ombreiras avulsas e coloquei debaixo de alguma alça. Ia eu por um corredor e em minha direção vinha um diretor, um senhor elegantésimo, um lord, tipo lenço
no bolso, Renato Machado. Ao olhar para cumprimentá-lo, só vi que ele fez um arquear de sobrancelhas, como a dizer: ó, caiu. Lá estava minha lamentável e encardida ombreira no chão, junto com minha cara, evidentemente. É ou nao é castigo de nossasenhoradomakeup?


Terça-feira, Novembro 19, 2002
 
Marcus Amorim do Zamorim

Era o casamento de 2 grandes amigos na Catedral de Brasília. Isso foi há uns 10 anos. Eu, super alinhado, como poucos já haviam me visto antes. Sapato novinho, com sola de couro. Uma chuva chata caindo sem parar. Chegando à Catedral, eu apressei o passo para não me molhar muito. Quando cheguei à rampa, a primeira surpresa. Vi meus pés na mesma
altura da cabeça. É que a sola do sapato não se entendeu com o piso liso e molhado. Caí de bunda, bem lá em cima da rampa - para quem não conhece, a entrada da Catedral de Brasília é uma rampa que desce para o subsolo.

Lá em baixo eu vi a noiva. Me levantei com uma velocidade que nem pude acreditar, mas para minha surpresa, a segunda, a sola do sapato continuava ignorando aquele piso que parecia feito de sabão e eu comecei a descer patinando pela rampa. Foram uns 20 metros, talvez 30, de descida. Eu via a noiva se aproximando e cada vez mais olhares se voltavam pra mim, imaginando o que aquele maluco estava fazendo patinando na rampa da Catedral àquelas horas. Eu, do lado de cá, ia
tentando descobrir como é que eu ia me sair dessa, quando chegasse ao pé da rampa. Me agarraria à noiva, para tentar me manter de pé, ou pularia para o lado e rezaria para cair em um lugar macio? Não precisei esperar muito para confirmar que eu não tinha o menor controle da situação. Assim que cheguei ao pé da rampa e tentei parar, cumprimentei novamente
os meus pés à altura da minha visão. Foi um tombo fenomenal. As pessoas me olhando e dizendo: "COITAAAADO!" Por uma incrível sorte, a noiva não era a minha amiga, mas uma outra pessoa que havia acabado de se casar e estava indo embora. Que sorte! Que alívio! Pensando bem, eu deveria ter me agarrado à noiva ;-).


Terça-feira, Novembro 12, 2002
 
Flavia e-mail: ilovecats@ig.com.br

Lembrei de um mico terrível. Minha cunhada adora contar uma "piadinha", se é que podemos chamar assim, muito da sem graça. Ela pergunta: "sabe como é "cochichar" em francês? "Chuchoter!" (soa parecido com xoxotê. Dã, que piada idiota). Pois um dia ela ia contar essa babaquice pela milésima vez, e eu estava de saco cheio. Então tão logo ela mandou o "sabe como se diz cochichar em francês?" Eu mandei um "Eu sei! É BUCETÊ!!!" pra calar a boca da rapariga. Só que os meus sogros estavam
presentes, e eu só me dei conta que devia ter pensado melhor antes de abrir a boca quando percebi um clima de constrangimento total no ar, e a minha sogra chegou a me dar um leve puxão de orelha! hahaha


Segunda-feira, Novembro 11, 2002
 
Marcos VP do Pirão sem dono

Depois de uma longa carreira de gafes, tombos e desencontros, é difícil escolher o maior mico. Mas tem um que eu lembro com certo carinho. Em 91 eu participei de um festival de música de um Encontro de Jovens no Rio de Janeiro, onde eu tinha vários amigos e conhecidos. Concorri uma música minha, ligeiramente baseada em uma música antiqüíssima do 14 Bis que eu julgava que só eu conhecesse. Neste festival eu era um novato e acabei ficando em um surpreendente terceiro lugar. Depois do prêmio, saímos para a comemoração na casa de uma amiga. Tudo ia bem até que um dos caras do festival veio falar comigo:
- Mas essa tua música parece tanto com aquela do 14 Bis...
Pronto. A coisa se espalhou na festa mesmo e eu fiquei durante um ano com fama de plagiador... Só consegui respeito da comunidade novamente quando, no ano seguinte, com outra música minha, eu venci o festival e interrompi um ciclo de vitórias da maior banda do Encontro que já durava cinco anos...




Quinta-feira, Novembro 07, 2002
 
Felipe Cotti do No cafofo do Cotti

Bom, o meu maior mico, segundo a galera, pois eu não considerei um mico, assim como meus melhores amigos, que realmente me entendem, mas sim um momento de paixão. Bom, com praticamente 15 anos, não tive muito o que experimentar da vida... Então isso pode parecer meio "bobo" para alguns de vocês. Eu ainda estava na oficina de Radialismo do meu colégio (da qual agora sou parte, aliás um dos poucos que realmente se preocupa com ela), e lá pintou alguém (que prefiro não dizer o nome, mas quem conhece o caso sabe quem é) por quem me apaixonei. E ela só me dando fora :P . Mas, o tempo passou, chegou o dia do aniversário dela, e como "presente" entreguei a ela um bouquet, daqueles enormes, que mal dá pra segurar com uma
mão só, só sendo equilibrista mesmo. Mas levei outro fora. Parte da galera da oficina ficou me chamando de "louco", "antiquado". Mas e daí? Tenho esse espírito dos tempos antigos mesmo. Sou romântico mesmo. Mas isso é outra história.


Quarta-feira, Novembro 06, 2002
 
Mel do Lê Mê Nê

Era uma Sexta-feira Santa e eu estava com meu marido e uma turma de amigos na Guarda do Embaú. Além da praia principal, a Guarda tem uma prainha bem pequena que é passagem para uma trilha com paisagens maravilhosas. Existem duas formas de se chegar na prainha: pelo canal ou por uma outra trilha. Pois bem. Decidimos dar uma volta para ver as paisagens e parar na prainha para tomar sol e um banho de mar. Já no final do dia, um pouco antes de voltarmos, resolvi extravasar minha felicidade (de estar em um lugar tão lindo) saltitando pela areia. Resultado: tinham algumas pedras encobertas e eu terminei quebrando o dedo do pé ali mesmo. T-e-r-r-o-r e p-â-n-i-c-o!!! Como chegar até a saída da Guarda com o pé quebrado? Por uma trilha cheia de pedras, subidas, descidas e buracos? Ou pelo canal que, há essa altura, tinha uma correnteza bem forte e água acima da cintura? Acertou quem pensou: guinchada por uma prancha de surf!!! Isso mesmo. O maior mico da minha vida foi ter sido guinchada pelo meu marido, na prancha de um desconhecido em pleno feriado (lotação esgotada) em uma praia cujos visitantes são do "quilo" do Paulo Zulu! E aí...quem dá mais?


 
Leila do Nunca fui santa

Eu estava na praia com meus tios e primos e tive ensolação. Quando percebi que ia desmaiar tentei avisá-los para que não se preocupassem. Eu disse:
- Tia, eu vou desmaiar
- Tia, estou desmaiando...
- Tia, desmaiei!!!
E me esborrachei no chão. Acho que acharam que eu estava brincando porque demoraram pra me socorrer, e meu primo tira sarro da minha cara até hoje.


Terça-feira, Novembro 05, 2002
 
Daniel do Blog do Daniel

O meu maior mico foi ver em um blog a chamada de um "happy hour" que ocorreria em um encontro de blogueiros em São Paulo, e divulgar em meu blog esse "happy hour" como um novo blog que estava surgindo. Quem me alertou sobre o erro foi o Edney. Até hoje tenho pavor desse termo em inglês. :-))



Terça-feira, Outubro 29, 2002
 
Vicky do Nada demais

Eu sou a "Rainha dos Tombos" e um dia estava com minha filha e algumas amigas indo para o Rio Sul Shopping Center no Rio, tinha estacionado o carro e estávamos procurando a porta de entrada do shopping, não reparei que pertinho tinha um bloco retangular de concreto (“ gelo baiano”) e, para variar um pouquinho, estava tão distraída conversando que não vi. Resultado: me esborrachei no chão! O pior é que as meninas estavam olhando pra frente e não perceberam nada, quando viraram para falar comigo viram a cena patética, fiquei morta de vergonha, foi o maior mico e por causa disso, ficaram me sacaneando por muito tempo.


Domingo, Outubro 27, 2002
 
KindaCore WebMonkey UltraNerds do Tosqueiragem Explícita

Esse eu só me dei conta bem depois, e me deu uma vergonha... Tenho um primo que era policial aqui em Curitiba e se acidentou com a viatura numa perseguição. O outro policial que estava no carro morreu e meu primo ficou em coma diversos dias, e voltou com várias sequelas. Isso já tem uns 3 ou 4 anos. Pois bem.. os pais deles, meus tios, foram conosco esses tempos pra nossa casa de praia, com mais alguns parentes. Durante uma conversa sobre política, não lembro como entrou na conversa o assunto "polícia". Eu estava passando e fiz um comentário do tipo "pra mim todos os policiais poderiam morrer de forma lenta e dolorosa". Só uns 3 dias depois, já em casa, fui me dar conta. Não lembro se meus tios estavam perto na hora, nem sei se alguém se tocou, mas fiquei me sentindo muito mal depois.